Como Funcionam Os Reajustes Nos Planos De Saúde

Próximo ao aniversário de adesão a um plano de saúde, os beneficiários começam a ficar apreensivos. O motivo disso é o reajuste, que impacta diretamente no planejamento financeiro do responsável pelo pagamento.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulga anualmente o percentual máximo em planos individuais e familiares, visando equilibrar o contrato, de maneira em que ambas as partes sejam beneficiadas, mas ainda assim, o valor cobrado a mais pode ser visto por grande parcela dos usuários como “abusivo”.

Para saber quando é cabível tomar medidas ou até mesmo rescindir o contrato, é preciso entender como funcionam os reajustes nos planos de saúde. Te explicaremos agora tudo que precisa saber sobre o assunto.

Quais São Os Tipos De Reajuste Aplicados?

A ANS permite que as operadoras apliquem três tipos de reajuste. Saiba quais são:

√ Reajuste por sinistralidade

Você sabia que as operadoras estabelecem um limite máximo de utilização? Caso o limite seja ultrapassado [geralmente, 70% de uso dos serviços], a operadora é permitida a aplicar reajuste.

√ Reajuste anual

O reajuste anual é aplicado no aniversário do contrato entre a operadora e beneficiário nos casos de planos individuais ou contratados com CNPJ. Em planos por adesão, o aniversário levado em conta é entre a operadora e a administradora de benefícios. É o mais comum.

√ Reajuste por faixa etária

Até completar 59 anos, o beneficiário pode sofrer reajuste sempre que mudar de faixa etária.

Como é Feito o Cálculo De Reajuste?

Os planos individuais sofrem reajuste a partir de uma média ponderada dos planos de saúde coletivos, com no mínimo 30 beneficiários.

Já nos coletivos, é levado em conta a variação dos custos médicos e hospitalares (VCMH), conhecido como reajuste financeiro, além de possíveis situações de sinistro, quando atendem até 30 pessoas. Se o número for superior, o cálculo é feito em comum acordo com a empresa contratante e operadora.

Qual é o Limite Estabelecido De Reajuste?

Foi limitado para o período de maio de 2019 a abril de 2020 que o valor máximo de reajuste é de 20% para planos empresariais e por adesão e 7,35% para os planos de saúde individuais.

Os índices são considerados altos, mas, de acordo com as operadoras, esses ajustes são necessários para cobrir a inflação do período, visto que o setor de saúde possui uma das maiores inflações do país.

Entretanto, até o momento, o reajuste no aniversário de contrato sem comprovação documental é considerado abusivo nos tribunais, pois ameaça o direito à saúde. Sendo assim, caso considere uma cobrança indevida, procure um advogado, pois o caso deverá ser analisado como um todo.

O Que Fazer Caso o Reajuste Seja Considerado Alto Demais?

Caso o plano de saúde fique fora do orçamento do beneficiário quando reajuste for aplicado, ao invés de cancelar, algumas alternativas podem ser consideradas, como: buscar um plano mais barato, escolher uma cobertura mais básica, realizar portabilidade para operadora mais barata, aderir a modalidade de coparticipação.

Uma coisa é fato: nos dias de hoje, onde o atendimento oferecido pelo SUS deixa a desejar, não é possível ficar sem plano de saúde.

Para ter mais segurança ao buscar a melhor opção, o recomendado é buscar uma corretora de saúde de credibilidade, com profissionais especialistas no assunto. Os funcionários são treinados para resolver problemas, de maneira que ninguém saia prejudicado e ainda usufrua dos melhores benefícios.

Segundo Carol Flor, corretora de plano de saúde, quem é da Baixada Santista tem amplas opções de planos com grande custo-benefício. O Ana Costa Saúde em Santos é um deles, pois possui opções modalidade Individual a partir de R$ 160,10*, Familiar a partir de R$ 144, 09*. Já o plano Sênior, a partir de R$ 756, 57*.

Caso more em outra cidade do Brasil, peça indicações na internet e converse com corretores para entender o que melhor atende a necessidade.

 

*Valores sujeitos a reajuste sem aviso prévio.

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